A inclusão tem de ser um princípio transversal da vida em sociedade. Um princípio que atravessa políticas públicas, escolhas coletivas e a forma como organizamos os nossos espaços comuns – e a Cultura não é exceção. Pelo contrário: a Cultura só faz sentido se chegar efetivamente a todas as pessoas.
Nesse sentido, a democratização do acesso é uma prioridade central para este Governo. Queremos uma Cultura inclusiva, participada e próxima – que não deixe ninguém de fora e que cumpra plenamente a sua missão enquanto espaço de diálogo, encontro e construção coletiva. Uma Cultura que abre portas, remove barreiras e chega a todos, em todos os cantos do país.
Em Portugal, mais de um milhão de pessoas vive com alguma deficiência ou incapacidade. Perante esta realidade, a acessibilidade não pode ser vista como uma questão secundária ou marginal. É uma questão central de cidadania, de coesão social e de Democracia. Não podemos aceitar que tantos portugueses continuem a encontrar obstáculos onde deveria existir acesso pleno e igual.
Se queremos uma sociedade verdadeiramente inclusiva, é urgente remover barreiras, combater estigmas e garantir que todas as pessoas podem viver com autonomia, dignidade e igualdade de oportunidades. Isso exige uma abordagem integral à acessibilidade e a consciência de que muitas das barreiras que persistem não são inevitáveis – têm soluções ao nosso alcance.
É nesse sentido que temos vindo a avançar com medidas concretas que reforçam a acessibilidade e ampliam a participação cultural. O Selo “Espaços Culturais Acessíveis e Inclusivos” é um desses exemplos. Um instrumento que reconhece os espaços culturais – públicos e privados – que garantem condições efetivas de acessibilidade física, digital e comunicacional, e que incentiva a melhoria contínua dessas práticas, alinhadas com os princípios do Desenho Universal.
Outro passo decisivo foi a generalização do Bilhete Gratuito para o acompanhante de pessoas com deficiência em todos os equipamentos culturais públicos. Para muitas pessoas, a participação cultural depende do apoio de um acompanhante, pelo que essa necessidade não pode traduzir-se num custo adicional nem num fator de exclusão. Garantir este direito é assegurar igualdade de acesso e pleno exercício da fruição cultural.
Este é o caminho que queremos construir: o de uma Cultura de todos e para todos – sem exceção. Sabemos que é um percurso exigente e contínuo, que pede compromisso, coragem para mudar e vontade para agir. Mas é um caminho que vale a pena seguir. Porque quando removemos barreiras para alguns, tornamos a sociedade melhor para todos.
Margarida Balseiro Lopes
Margarida Balseiro Lopes nasceu na Marinha Grande a 24 de setembro de 1989. É doutoranda em Direito na Universidade Católica Portuguesa, pós-graduada em Fiscalidade pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, mestre em Direito e Gestão pela Universidade Católica Portuguesa e licenciada em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa.
Desempenhou desde abril de 2022 e até março de 2024 funções de consultora na Deloitte Portugal. Iniciou a atividade profissional, em 2012, como consultora fiscal numa das BIG4.
Foi deputada na Assembleia da República entre 2015 e 2022, tendo integrado várias comissões parlamentares, como a Comissão de Orçamento e Finanças e a Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto. A nível partidário, Margarida Balseiro Lopes integra a Comissão Política Nacional do PSD desde 2022, e desempenhou as funções de Presidente da JSD entre 2018 e 2020. Foi Ministra da Juventude e Modernização no XXIV Governo Constitucional e é atualmente Ministra da Cultura, Juventude e Desporto.
Megafone
O que está ao nosso alcance para transformar o mundo? Nesta conversa inspiradora com Davys Espíndola Moreno, a resposta ganha rosto em Miguel, um pré-adolescente com paralisia cerebral que prova que o talento não tem limites quando encontra as ferramentas certas.
No Conservatório de Aveiro, Miguel frequenta o 3.º ano de piano e toca através do olhar, com recurso a software acessível. Entre o estúdio e o palco, mostra-nos que inclusão não é adaptação mínima. É criar condições reais para que todos possam aprender, participar e brilhar.
Clipping
Projeto Todos Incluídos
Todos Incluídos é uma iniciativa da Nova School of Business and Economics, através do Inclusive Community Forum, que promove a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. A plataforma liga candidatos, empresas e parceiros especializados em recrutamento inclusivo, criando pontes concretas entre talento e oportunidade.
Mais do que sensibilizar, o projeto disponibiliza informação, apoio e uma rede de organizações que acompanham todo o processo para que a inclusão deixe de ser intenção e passe a ser prática.
Agenda
Eventos com acessibilidade física, legendagem, Língua Gestual Portuguesa e Audiodescrição.
Peço a Palavra | Lisboa
Teatro LU.CA ,21 de fevereiro a 1 de março
Destaque: Estamos em 2030. Nas ruas, adolescentes exigem a aplicação real da Declaração Universal dos Direitos Humanos. No palco, um parlamento fictício debate o direito de cada um ser quem quiser ser. Entre humor, momentos caricatos e epifanias, a peça confronta quem ocupa lugares de poder com a pergunta essencial: onde fica a força transformadora da adolescência quando crescemos?
+ informação: Teatro LUCA
Acessibilidade:
Sessões de 27 e 28 de fevereiro com Língua Gestual Portuguesa.


